Mari Hallage
MODA MODA MODA!
Reflexões sobre Moda.
Recomendado aos loucos por esse fenômeno maluco!
Enjoy :)
MODA MODA MODA!
Reflexões sobre Moda.
Recomendado aos loucos por esse fenômeno maluco!
Enjoy :)
Como caçar tendências? De que forma posso detectar, anos antes, o que será brevemente absorvido pela sociedade, e estará presente em tudo, vindo até nós por diferentes veículos? Qual ideia nova sobreviverá ao massacrante mercado e tornará cool?
Coolhunting é uma prática que muito me intriga. Para contextualizar, segundo Carol Garcia, uma coolhunter, em seu livro Imagens Errantes, diz que:
“Coolhunting é uma prática de pesquisa de campo que associa a avaliação de amostras disponíveis no varejo e o uso específico de produtos por determinados grupos urbanos, visando investigar o direcionamento de tendências de mercado”.
Ou seja, profissionais sensíveis aos sinais visuais e intelectuais que são enviados pelo meio em que nos situamos, dicas do que estourará futuramente, na metodologia de reconhecer padrões, principalmente.
Interessantíssimo! Mas, como?
Como destrinchar em meio ao bombardeio de imagens que recebemos todo o tempo - pela mídia, pelas intervenções visuais, pelos produtos, pelo mercado - o que cairá nas graças da massa? Pesquisa, pesquisa, pesquisa, e uma simbólica, porém indispensável, parcela de intuição.
A troca de informações é valiosa; observar sempre as pessoas e seu comportamento, ir em lugares de aglomerados e reparar em como a dinâmica acontece, conhecer de tudo um pouco, deixar preconceitos e gosto pessoal de lado, ler livros, ver filmes, olhar para desfiles atuais, estudar história e antropologia, aprofundar-se em semiótica e linguagem, ir fundo!
E não se trata só de Moda, mas de mil outras áreas que precisam desse estudo também, como pesquisa de mercado para empresas, bancos, pesquisa acadêmica, marketing, arquitetura, design, enfim.
Detectar necessidades e propor soluções, ver além do que é mostrado em uma análise primária, reinterpretar sinais - uma espécie de psicopatia salutar, até não sei qual ponto.
E isso é só o começo!
Textos mais conclusivos virão, em breve, com o desenrolar do curso de extensão unversitária que estou fazendo, Coolhunting - Reconhecimento de Padrões e Estratégias. #amandotudoisso!
E o futuro a Deus pertence.
Não, não é mais esse o mantra que prevalece na atualidade em termos modernos de desenvolvimento mundial. Cada vez mais, o meio ambiente é atingido por atitudes impensadas e de raiz antiga. Um pensamento que possui a premissa de que recursos naturais serão eternos e de que não há com o que se preocupar, nem com natureza e nem com qualidade de vida humana. Porém, como contraproposta, estudos acadêmicos científicos mostram situações em áreas diferentes de mercado e propõem soluções possíveis e mais sustentáveis.
É o caso do artigo da revista Interfacehs, com o título: Análise ambiental da fase de acabamento do jeans, publicado em 2011, em seu volume 3, pela Me Camila Santos Doubek Lopes. O estudo faz uma abordagem histórica de início sobre o material, analisa as práticas mais comuns de beneficiamento de jeans e finaliza com opções mais viáveis e naturais, que geram semelhante resultado e menos impactos.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de jeans; o tecido é o mais consumido no mundo. Seu advento surgiu no século XIX ainda, destinado a uniformes de trabalhadores braçais; era um tecido grosso, sem elasticidade qualquer e de aspecto bruto. Porém, quando popular em todos os segmentos de mercado, já em meados do século XX, foi percebido que seus consumidores tentavam amaciar seus pares de jeans em casa, com diversas lavagens. Apareceu um nicho de mercado e as calças jeans começaram a vir já amaciadas, em um processo chamado beneficiamento, em que é agregado um valor maior ao produto por técnicas aplicadas ao tecido, deixando-o mais confortável, com aparência de gasto, desbotado, com outros efeitos do gênero.
De forma agressiva ao meio ambiente, esses processos iniciais de beneficiamento não consideraram impactos ou resíduos, e só foi levado em conta o presente e o resultado final na peça. Além de prejudicar o meio ambiente, poluindo e gerando resíduos tóxicos, esses procedimentos ainda podem prejudicar a saúde do trabalhador que manuseia os produtos e aplica as técnicas, como também reduzem a qualidade de vida da população no entorno da produção. Há emissões gasosas tóxicas, poluição de efluentes que causam danos aos rios e grande consumo de energia e de água.
Os EPIs, equipamentos de proteção individual, são outro aspecto a ser revisado em uma produção, a fim de conservar a saúde do trabalhador. Foram registradas muitas situações em que não havia nenhuma proteção sendo usada, ou seu uso era feito parcialmente de forma equivocada.
Alguns processos de beneficiamento comuns são: desbotamento, desgastes gerais e localizados. As principais substâncias que os compõem envolvem cloro, água oxigenada, pó de sílica, óxido de alumínio, enzimas, permanganato de potássio, além de sempre muita água e energia elétrica como base. É preciso ter o cuidado primoroso com esses elementos ao serem usados, em seu processo e principalmente em seu descarte, pois a maioria contém riscos à saúde de quem os manipula e, tirando o pó de sílica e o óxido, o restante faz mal à fauna e flora em que cair, poluindo o que tiver contato.
Três alternativas sustentáveis e que dão efeito similar a esses vilões naturais são o uso de ozônio, que desbota o tecido e depois limpa a água em que se situa, deixando-a reaproveitável; o uso de fragmentos de pneu, ao contrário do stonewash, dando uma nova finalidade a pneus usados e danificando menos os produtos por ele ser mais macio que pedras; e por fim o laser, que não apresenta riscos ao trabalhador, gasta pouquíssima água e tem qualidade superior a outras técnicas.
A importância da divulgação desses dados vem através do consumo consciente. Almeja-se informar cada vez mais os consumidores sobre o processo pré-consumo de cada produto deste tipo, por exemplo, para que eles optem, gradativamente, por outros mais sustentáveis, incentivando essas produções mais limpas, impondo ao mercado que se adapte aos paradigmas sustentáveis que perdurarão, já mais por necessidade que por adoração à filosofia, pelo século XXI e igualmente pelos próximos.
I - M - A - G - E - M
Semiótica é um mistério! E o indecifrável Roland Barthes em seus livros, também!
Tudo isso porque quis mudar o layout deste blog. Há mais textos que posts interativos - mesmo que reflexões sejam, em sua própria filosofia, também interativas e instigantes. E por isso quis dar uma imagem mais leve e simples, em uma tentativa de usar o blog como suporte para dizer que: “não, não sou uma chata que só escreve, tenho algum senso de estilo junto comigo”.
Como formas, cores de fundo e de tipografia conseguem passar uma imagem, transmitir um conceito?! São apenas aspectos estéticos, superficiais!
Pois é, aspectos superficiais. Manipulação de superfície. A força de uma boa superfície. Design. Traduzir em elementos visuais um conceito, uma teoria.
Mas como surgem essas associações? De onde surgiu o rosa para o romântico, as formas triangulares para a agressividade, o orgânico para o feminino…? Quem ou o que estipula todas essas regrinhas que entram em nosso senso comum, consciente e, diversas vezes, inconscientemente?
Como nos identificamos com produtos e filosofias pelo nosso pré-conceito visual? De que forma o shape de uma embalagem me dá mais confiança sobre o produto que está dentro dela? Por que um vestido preto me parece mais seguro que um colorido? Quando foi que usar chinelo em reuniões pouco flexíveis tornou-se sinônimo de descaso ou pouco comprometimento? É só uma embalagem!
A imagem está entre as relações humanas, sempre existindo uma conversação: o emissor da mensagem, a imagem como meio da mensagem e seu receptor. Se há ingenuidade, não está do lado emissor da força.
Sedução, controle, manipulação, ilusão, pré-conceitos, devaneios em frases ao vento em uma terça-feira à noite.
O que move o mundo ainda são as perguntas, mas também as imagens.
E as perguntas sobre imagens, então? Não, puro sofisma. Elas não movem tanto assim.
Deixo em aberto, para refletirmos sobre como vivemos.
Recentemente, a Topshop, grande rede varejista britânica, foi acusada de plágio quando produziu um vestido laranja, em comparação a um primeiro, criado por Yasmim Kianfar, jovem estilista de Londres. A peça de varejo foi retirada de circulação, depois de protestos no Twitter, principalmente.
A silhueta, os recortes, a forma de confeccionar alguns vazados na peça, os pontos semelhantes em que se encontram. Há indícios visuais inúmeros. Porém, em defesa, a Topshop funda-se nas tendências de moda e em uma possível coincidência (dados do FFW). E esse é só mais um caso dentre vários outros constantes.
Até onde se consegue criar sempre o novo?
Como criar o novo?
De que forma consegue-se captar os anseios de um público-alvo e ao mesmo tempo ser original?
Como criar sem olhar o trabalho dos outros ou, olhando, não ser seduzido pelo caminho mais curto?
Como não ser óbvio?
Como impressionar a cada coleção planejada?
Verdade que o sistema de moda é totalmente pautado no consumismo e na velocidade da obsolescência das coisas, programada ou sugestiva. Mas essa imposição de ter o novo a todo o momento acaba por pressionar também estilistas, que constantemente precisam criar e criar, com padrões de exigência cada vez maiores e, obviamente, sempre peças deslumbrantes. Uma coleção que desagrade alguns formadores de opinião e pronto: a marca fica invisível e só poderá sonhar em retornar ao burburinho confeccionando a próxima coleção extraordinariamente.
Plágios, em qualquer área profissional, acontecem, e não os defendo. Mas talvez haja outro viés de percepção que um simples desvio de retidão acarretando em cópias explícitas.
Talvez uma voz que diga que até máquinas dão pane, mas estilistas são máquinas de criar e não podem falhar. Afinal, Moda vai além de delírios de um artista; envolve, em valores absolutos, um faturamento anual de cerca de US$60 bilhões e gera 1,7 milhões de empregos diretos, representando 4% do PIB nacional (dados de pesquisa, ABIT 2010). Talvez sim, talvez não. Não sei, fica a reflexão.
A publicidade rouba-nos do nosso amor próprio e depois nos devolve pelo preço de uma compra. A beleza vem de dentro… Da carteira. É parafraseando o escritor John Berger que comecei a refletir sobre a loucura que nos cerca.
Através de mídias diversas, do bombardeio de imagens a todo instante, e, como não falar, do ferrenho sistema de moda, nosso senso de independência de escolha, ou o que restou dele ao longo dos anos de investimento na manipulação, é roubado sem resistências. Fato positivo? Negativo? Fato ambíguo.
Ao mesmo tempo em que a sensação de desejo está longe de necessidade real, uma vez que entramos no sistema, precisamos desse despertar de desejo como forma de esperança materializada e ao alcance de nossas mãos. Explico.
Com mensagens insistentes de pessoas felizes 100% do tempo, sem problemas e, ainda por cima, parecendo nossos semelhantes, um vazio interno é criado. “Por que eu não sou feliz na totalidade também? Mas a moça da TV é igual a mim e tem tudo, está sempre alegre, possui os melhores produtos, vive em casas maravilhosas! Eu também quero! Minha vida da forma que está não basta.” (a vida que eu não reclamava até ter esse estímulo publicitário).
A fortaleza desse vazio, planejado para ser instalado nos consumidores, provém da própria crença que temos na existência do mesmo. Já ditava essa tendência Getúlio Vargas em sua era, investindo mais na fé dos brasileiros na sua liderança e imagem de líder que em estratégias de governo outras, mais concretas e frias.
E no alto do desespero, ainda em estágio anterior ao suicídio, rs, surge a solução: um produto qualquer, muitas vezes sem função aparente e usado pela pessoa que você quis ser há 5 minutos! O impulso de suprir uma necessidade psicológica geralmente é sem freios e o consumismo concretiza sua farra.
Problema resolvido? Não. Trata-se de um ciclo; logo mais, outro vazio será criado, pelo mesmo capitalismo que saciou seu último sofrimento superficial e mais um produto entrará na sua lista, para cobrir a lacuna de seu novo problema existencial. E ainda; uma parcela dos consumidores está ciente de toda essa dramatização. Porém, já foram picados. O mainstream é mais fácil de ser percorrido.
E você fica pensando, depois de todas essas palavras: encontrei esse texto em um blog de moda, que só vive pelo capitalismo e promove esse ambiente de “tira, põe, deixa ficar”? Sim! Acho tudo magnificente! Não é porque trabalho com ilusões que não posso falar a verdade. A ilusão continuará a acontecer.
Nada como estudar o homem para montar mais uma peça em um estudo de âmbito maior, o estudo do sistema de Moda!
Lendo o livro “Os sofrimentos do ‘homem burguês’ “, de Leandro Konder, comecei a entender o espírito do verdadeiro homem burguês, que não se limita aos homens que surgiram após a Idade Média, com a classe burguesa e o fim das relações estamentais, vivendo somente nessa época, mas refere-se a um homem que transcendeu todos os próximos períodos, resistiu e adquiriu personalidade própria, independentemente de estar no fim da Idade Média, na Idade Moderna ou na Contemporânea.
O princípio é o capitalismo, inegável. Esse é o único sistema econômico, aliás, por enquanto, que apresenta-se fértil ao homem burguês e à própria Moda, que não vive sem mudanças cíclicas ou diferenças, para que elas desfilem na passarela da sociedade mimética atual e alternem entre si, manipuladas por grandes nomes, que na verdade, nada fazem a não ser viabilizar forças maiores, quase que movimentos planejados por uma energia maior, uma prima da famosa mão invisível de Adam Smith.
A marca do pensamento são os conflitos de pensamentos. Citando um pouco dos delírios filosóficos do livro,
“Tal como a vida está organizada, antes mesmo de poderem refletir, os sujeitos individuais se sentem postos numa arena que os obriga a enfrentar, na luta pela vida, exigências contraditórias. (…)
Comovem-se com a recomendação cristã que pede a cada um que ame ao próximo como a si mesmo, porém também não podem deixar de se sensibilizar com a chamada ‘lei de Gérson’, que manda ‘levar vantagem’, sempre, em tudo.”
Lutam pela ‘liberdade, igualdade, fraternidade’, mas é o que menos recebem deles mesmos. É o capitalismo que permite homens livres para conquistar seus lugares ao sol, mas é o capitalismo também que gera desigualdades, que tira de um para dar ao outro.
O que nos resta? Continuar estudando e amarrar bem amarrado nosso senso de sanidade mental!
Vida de aluno de faculdade criativa às vezes é assim: fazemos e depois damos uma justificativa. Nem sempre, mas, particularmente, essa é a ordem que mais me ocorre quando analiso meu processo criativo. O impulso surge após avaliar o direcionamento dado para criar e as formas vão se configurando, seja no papel , seja em nossa mente. Mas, após a loucura do criar, chega a fatídica hora de explicar aos observadores as inspirações, os por quês, o motivo de ser da peça.
E foi nesse ponto que estava quando me deparei com a grandiosa imagem do poder de um discurso. Havia à minha frente uma bifurcação se aproximando: poderia ser mais óbvia e comentar sobre aspectos formais referentes a conforto, ergonomia e técnica OU poderia estreitar laços com as palavras oportunas, beber muita água e produzir uma teia de frases leves e poéticas que enredariam a minha apresentação, tentando criar uma imagem, ou mais que isso, uma sensação quase musical projetada aos meus ouvintes. Mordi a maçã, não teve jeito.
Confesso que minha amiga sorte estava lá e, num ato de inspiração de essência política, consegui proferir palavras esperadas, atingir algumas atenções presentes e até me entusiasmar. Tudo o que disse seguiu rigorosamente a linha da verdade, lembrei-me de aspectos que pensei quando criei a peça, pensei também nas minhas imagens de inspiração e no meu tema. O que realmente me surpreendeu foi a sinuosidade do meu caminho tomado. Não é que eu estava vendo justificativas até onde não via antes?!
Como uma aluna de Moda apreciadora da reflexão e da teoria, sempre valorizei, e valorizo, de modo geral, mais a concepção do produto que sua materialização em si. Mas a experiência que vivenciei nesse dia foi mais que uma apresentação de projeto final para professores me passarem de ano; foi o começo do entendimento desse sistema faceiro e malemolente do discurso, em que coisas são pensadas para atingir determinado público, tudo é calculado para causar reações esperadas, a manipulação acontece e as pessoas a desejam. Um discurso que assume a forma de um discurso, mas que os outros encaram como um diálogo. O poder da linguagem. E por assim dizer, também, o poder da Moda.
O público masculino tem diferenças gritantes em relação ao feminino quando o assunto é Moda. E não me refiro somente à ergonomia necessária e à modelagem das peças. A forma de abordagem, as escolhas e a variedade de estilos são alguns desses aspectos.
Historicamente, os homens se produziam mais que as próprias mulheres, usavam maior número de peças de roupas, possuíam um vestuário suntuoso, apropriavam-se de perucas e acessórios puramente estéticos. Porém, o século XIX, aliado à Revolução Industrial, chegou e criou novos padrões. Coube à mulher do burguês, a partir desse momento, expressar a prosperidade da família, exercer a ostentação, abusando do luxo e de penduricalhos, enquanto o homem buscou por roupas mais simples e práticas. Um bom exemplar é o terno, sóbrio e tão popular, que surgiu da burguesia à nobreza, no processo de difusão de moda trickle up.
Desse período aos dias atuais, como ficou o guarda-roupa do João? Um tecido diferente aqui, algum recorte diferenciado ali, um esquecimento de colete acolá. Para aproximadamente dois séculos, as mudanças conseguiram caminhar mais lentamente que qualquer animal rastejante. Em contraponto, no século XX, por exemplo, a cada década a Maria ocidental transformava todo o seu visual, um estilo negando o anterior, incansavelmente. Obviamente, alguns movimentos englobaram também os homens, mas a apropriação de estilo foi sempre pontual e restrita, seja em pequenos acessórios ou somente em roupas de lazer.
Não podemos culpar a falta de propostas do mercado da Moda ao fato. Muitas marcas de menswear em suas coleções tentam fazer vingar algo inusitado. O que acontece é que o próprio público-alvo às vezes mostra-se impermeável, pouco suscetível a novos olhares perante sua própria imagem, com raras exceções.
Talvez por medo, talvez por exigirem trocas mais graduais e fluidas, talvez por comodidade, talvez por interpretarem a moda como futilidade, talvez por acharem que uma roupa possa fazê-lo parecer homo ou heterossexual. Não sei, mas fica a dica: ousem, sejam mais livres, caros homens!
Pin pin pin. Acorda. Soneca. Pin pin pin pin pin. Acorda. Levanta. Lava. Escova. Alivia. Arruma. Escolhe. Veste. Espelho. Olha. Cozinha. Café. Sala. Celular. Chave. Porta. Vai.
Rua. Anda. Trem. Anda. Aula. Pensa. Fala. Distrai. Atenção. Saída. Almoço. Fila. Quilo. Gente. Volta. Empresa. Contato. Reunião. Café. Propostas. Projeto. Dever. Tarde. Saída.
Anda. Trem. Anda. Rua. Vai. Porta. Chave. Celular. Sala. Jantar. Cozinha. Arruma. Estuda. Escreve. Planeja. Exaure. Lava. Escova. Deita.
Pin pin pin.